Como usamos inteligência artificial
O Radar Cirúrgico usa inteligência artificial (IA) para pesquisar e organizar informações públicas. Esta página explica, sem termos técnicos, o que a IA faz, o que ela não faz e como conferimos o trabalho dela.
O que a IA faz
- Pesquisa em fontes públicas na internet, uma parte do relatório por vez.
- Lê as páginas encontradas e extrai as informações relevantes.
- Resume padrões em avaliações de pacientes, sem copiar relatos.
- Redige os textos do relatório em linguagem simples.
- Escreve o resumo de abertura (um parágrafo), só com os fatos levantados. Esse texto passa pelas mesmas regras do restante; se não passar, é trocado por um resumo montado por regras fixas, sem IA.
- Ajuda a conferir se um processo é mesmo do médico pesquisado, apontando a evidência.
O que a IA não faz
- Não dá nota nem opinião sobre médicos. Ela é instruída a descrever fatos, e uma checagem separada bloqueia qualquer texto com elogio, crítica ou recomendação.
- Não decide nada por você. O relatório é um material de apoio para a sua conversa com o médico.
- Não recebe os seus dados. Seu nome, e-mail e WhatsApp não são enviados à IA. Se você informar a cirurgia pretendida, a IA recebe apenas o nome do procedimento, sem nenhuma ligação com você.
- Não reproduz nomes de outras pessoas que aparecem em processos. Os dados que vêm das bases processuais têm esses nomes retirados antes do envio; e, quando a IA lê páginas públicas na internet, ela é instruída a não copiar nomes de pessoas.
- Não contorna proteções de sites. Nenhuma pesquisa burla captcha ou bloqueio anti-robô.
Como conferimos o que a IA escreve
A IA pode errar. Por isso, o que protege o relatório não é confiar nela, e sim um conjunto de regras que funcionam independentemente dela:
- Fonte de verdade. Uma fonte citada pela IA só é aceita se tiver sido realmente retornada pela pesquisa. Fonte que não confere é descartada automaticamente.
- "Confirmado" exige fonte oficial. Se a IA marca algo como confirmado sem fonte de confiabilidade alta, o sistema rebaixa o status para "Informado, sem fonte oficial"; sem nenhuma fonte válida, para "Não foi possível verificar".
- Regra de homônimos. Um processo só é atribuído ao médico com evidência objetiva no próprio conteúdo. Nome igual nunca basta.
- Checagem automática de regras. Antes da entrega, o relatório inteiro é conferido: sem nota, sem "processo = erro", sem cópia de relatos, com fonte em cada afirmação.
- Revisão humana. Se a checagem encontra qualquer problema, o relatório não é entregue: uma pessoa revisa antes.
- Direito de correção. Médicos podem contestar qualquer informação, gratuitamente, e a resposta é dada por uma pessoa.
Quem fornece a tecnologia
Usamos modelos da Anthropic, por meio de contrato. As informações enviadas são dados profissionais e públicos dos médicos, textos de avaliações públicas (sem o nome de quem escreveu e sem guardar o texto) e dados de processos. Nos dados recebidos das bases processuais, as outras pessoas são anonimizadas antes do envio.
Fale conosco
Dúvidas sobre o uso de IA ou sobre uma informação específica: contato@radarcirurgico.com.br. Assuntos de dados pessoais: privacidade@radarcirurgico.com.br.
Veja também a Metodologia.